segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Paulo Roberto Diniz Júnior


Faz aproximadamente um mês que eu comecei a rascunhar uma carta, uma carta que eu tinha esperanças de estragar pro PJ um dia, só não tinha certeza de quando ou onde.
Escrevi e apaguei umas mil vezes, depois de pronta ( como a tinha da impressora tinha acabado ), resolvi escrever a mão mesmo, copiei umas 10 vezes pois a letra nunca saía boa. 
Quando peguei os ingressos pro show do dia 15/12 fiquei feliz por ter uma esperança de entrega-la, mas também fiquei insegura, até com vergonha de entregá-la. Faltando dois dias pro show, reescrevi toda a carta, e deixei assim, coloquei no envelope, guardei na mochila, e parti rumo ao local do show. 
Não, eu não consegui falar com eles, mas consegui entregar a carta pra ele. Durante o show, escrevi "PJ" no envelope, e quando ele olhava na minha direção, eu levantava e apontava, na esperança de que ele visse. Sim, ele viu. Depois de "Do seu lado", na hora da 'despedida', ele veio na minha direção e pegou a carta, sorriu, pegou em minha mão, e foi embora.
O show acabou, e eu fiquei esperando meu padrinho ir me buscar na porta do estacionamento, eu estava sozinha, na chuva, chorando por não ter abraçado eles. Uma van preta passou por mim, e meu coração dizia que eram eles, fiquei ali, olhando, e na saída do estacionamento, uma das janelas de trás da van se abre, e uma mão acena pra mim, sim, eu conhecia aquela mão, Márcio Buzelin. Sorri em meio às lágrimas, e a van foi embora, meu padrinho chegou em seguida, e fui pra casa. Comi, tomei um banho chorando por não ter levado nada deles pra casa...Depois decidi entrar no twitter, e me deparo com isso:



Sim, ele leu! Ele tinha lido minha carta! Ele se importou com os sentimentos de uma garota no meio de milhares que queria entregar uma carta pra ele. O meu sentimento não era algo idiota pelo menos pra ele. Chorei mais do que já havia chorado, mas dessa vez, de alegria.

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